Nem todo dia na vida do João Richter começa com manobras. Para quem vive do skate, a rotina começa antes da pista, no café, na memória, no cuidado com o corpo e nas decisões que sustentam uma carreira construída ao longo do tempo. É exatamente isso que o vídeo “4Msb / Day in the Life / João Richter” revela: um recorte real de um dia comum na vida de João Richter, skatista profissional que transformou constância em profissão.
Mais do que um “day in the life”, o vídeo funciona como documento cultural. Ele mostra como é viver do skate no Brasil hoje, longe do glamour fácil e perto da disciplina diária com território, tecnologia, parcerias e, acima de tudo, missão.
Um dia comum para quem vive o skate
O dia começa em silêncio. João prepara o café e caminha pelo próprio quarto, onde medalhas e troféus dividem espaço com a vida cotidiana. Alguns deles carregam datas importantes, 2013 e 2015, marcos de uma trajetória que já ultrapassa dez anos de competições.
Esse início diz muito: o skate não começa quando o shape toca o chão. Ele começa antes, na memória, no respeito pelo caminho percorrido e na clareza de que viver do skate é um projeto de longo prazo. O vídeo introduz essa ideia sem discurso. Apenas mostra.


Do “guri” ao profissional: tempo, constância e construção
Ao sair de casa, João Richter deixa claro de onde vem. A pista do IAPI Skate Plaza não é apenas um cenário, é origem. Ele anda ali há cerca de 15 anos e define o local como “o melhor lugar do mundo”. Não por exagero, mas por história.
O IAPI é onde o “guri” virou skatista. Onde cair, insistir e repetir virou método. Ao falar da própria carreira, João Richter não romantiza o caminho. Ele agradece por estar conseguindo viver do skate, mas reforça que isso só foi possível com tempo, repetição e comprometimento.
O skate, aqui, aparece como projeto de vida. Não como sorte. Não como atalho.

Equipamento como ferramenta de trabalho
Antes da sessão, vem a escolha do shape. João separa um novo shape da 4Msb, personalizado à mão com arte em caneta Posca feita pelo cunhado. O detalhe estético importa, mas o discurso não gira em torno de design, gira em torno de função.
O shape é tratado como ferramenta de trabalho. Algo que precisa responder bem todos os dias.
É nesse contexto que a tecnologia TIPtech aparece de forma natural: como solução de durabilidade, manutenção do pop e custo-benefício para quem anda com frequência. Não como promessa abstrata, mas como resposta prática à realidade de um skatista profissional.
O setup do dia segue especificações claras:
- Shape 8.25
- Rodas 55mm
Nada ali é aleatório. Cada escolha conversa com rotina, estilo e necessidade.
Rotina real de um skatista profissional
Na pista do IAPI, o dia começa com aquecimento. Mini ramp, leitura do espaço, manobras soltas. Não há pressa. O corpo precisa entrar no ritmo antes de exigir performance.
Depois da sessão, vem a pausa para o almoço e, logo em seguida, a fisioterapia. João passa por laserterapia no joelho e no tornozelo, cuidando da recuperação dos tendões. Essa parte do vídeo quebra um estereótipo importante: viver do skate não é só andar.
É cuidar do corpo. É tratar prevenção como parte do treino. É entender que disciplina também é saber parar.
O skate, aqui, aparece como responsabilidade física e mental.
Skate business: patrocínio, loja e confiança
A próxima parada é a Play Skate Shop, loja que acompanha João Richter há anos. Não se trata de uma visita comercial fria. Existe relação, história e confiança.
Bruno, proprietário da loja, conta que conhece João desde os 9 anos de idade. O depoimento reforça algo que o vídeo constrói o tempo todo: profissionalismo se percebe no longo prazo. Na postura, na evolução e na forma de se relacionar com quem caminha junto.
Durante a visita, João monta o skate novo e menciona o lançamento de sua vídeo parte oficial de introdução à 4Msb, prevista para janeiro. O patrocínio aparece como parceria, nunca como favor. Um acordo construído em cima de entrega, constância e alinhamento de valores.

A geografia do skate em Porto Alegre
O vídeo também funciona como um mapa afetivo do skate na capital gaúcha, Porto Alegre.
O IAPI representa o berço. Técnica, história e formação. Um espaço onde gerações aprenderam a andar e a respeitar o skate como cultura.
Já a Orla Skate Park simboliza o presente e o futuro. Estrutura moderna, próxima de casa, preparada para grandes eventos e palco de etapas nacionais como o STU. É ali que o dia termina, com mais uma sessão e a sensação de ciclo completo.
Porto Alegre aparece como cidade formadora. Um território que molda estilo, disciplina e identidade.

Todo dia é dia de skate
No encerramento, João agradece pelo dia e reforça: essa é sua rotina. Não é exceção. Não é espetáculo. É o dia a dia de quem escolheu viver do skate.
A mensagem final não fala de glamour. Fala de constância. De foco. De fazer o corre acontecer um dia de cada vez, uma manobra de cada vez.
Para quem assiste e para quem lê fica claro: viver do skate é possível. Mas exige algo simples e difícil ao mesmo tempo.
Estar disposto a repetir o dia. Todos os dias.
Assista ao vídeo completo: 4Msb / Day in the Life / João Richter
Canal da 4Msb no YouTube
